E aí, pessoal! Pedro Bagattini por aqui.
Quem é meu aluno ou já assistiu meus cursos, sabe que eu sempre bato na mesma tecla. A tecnologia só existe por um único motivo: resolver problemas.

Pense na roda, há milhares de anos. Ninguém inventou a roda porque achou o design circular bonito. Ela foi criada porque carregar peso nas costas era um problema brutal de ineficiência e sofrimento. A roda resolveu o transporte.
Pulamos para o smartphone. Ele não surgiu para tirarmos selfies. Ele surgiu para resolver o problema da desconexão e da falta de acesso à informação móvel. E, no processo, ele redefiniu profissões inteiras. A fotografia, o design (Canva), a produção audiovisual… tudo mudou porque a tecnologia resolveu a barreira de entrada e a complexidade técnica.
A Evolução da Eficiência
Hoje, estou imerso no curso “AI Para Negócios” da StartSe, e uma fala do Gustavo Bodra (CTO da StartSe) conectou perfeitamente com essa visão que eu passo em sala de aula.
Ele trouxe uma reflexão brilhante sobre a evolução da nossa espécie.
Antigamente, nosso maior problema era a fome imediata. A solução? Caçar. Mas caçar é ineficiente, perigoso e incerto. O que a tecnologia (nesse caso, a técnica agrícola e a domesticação) fez? Nos permitiu plantar a comida e criar os animais.
Resolvemos o problema da sobrevivência básica para podermos focar em construir coisas maiores, como prédios e cidades complexas.

A Inteligência Artificial é exatamente isso.
Nós estamos na fase de “caçar” informações em planilhas, “caçar” clientes com e-mails manuais, “caçar” erros em processos repetitivos. A IA é a agricultura desse novo século. Ela veio para automatizar o que é braçal (intelectualmente falando) para que a gente pare de gastar energia carregando pedra e comece a desenhar a catedral.
O erro que você não pode cometer: Começar pela Ferramenta
Algo muito importante e que falamos muito aqui na AE4: o maior erro das empresas hoje é começar a discussão perguntando “Qual ferramenta de IA eu uso?“.
Isso é como comprar um martelo e sair procurando coisas para bater. A tecnologia precisa de um alvo. Se a roda resolveu o transporte e a agricultura resolveu a fome, o que a IA vai resolver no SEU negócio hoje?
Seu problema é que o time de vendas gasta 2 horas por dia preenchendo CRM?
(A IA resolve).
Seu problema é que você não consegue analisar 1.000 feedbacks de clientes?
(A IA resolve).
Seu problema é criar conteúdo visual em escala?
(A IA resolve).
Pare de fazer “Trabalho de Robô”
Uma provocação que o Bodra fez e que eu assino embaixo: separe sua semana em dois blocos.
- Bloco 1: Quanto tempo você gasta respondendo e-mail, agendando reunião e formatando planilha?
- Bloco 2: Quanto tempo você gasta criando estratégia, falando com cliente e inovando?
Se o bloco 1 for maior, você está fazendo o trabalho que a máquina deveria fazer. Você está “caçando” quando já poderia estar “comprando no mercado”.
A IA surgiu para nos tirar desse operacional massante. Ela é a nova roda. Ela é o novo smartphone. Ela veio para que a gente pare de gastar energia carregando pedra e comece a desenhar a catedral.
Não se apaixone pela IA. Apaixone-se pelo problema que ela tira das suas costas, apaixone-se por resolver problemas.
O smartphone redefiniu o fotógrafo. A IA vai redefinir o gestor, o vendedor e o empresário. Não porque ela é mágica, mas porque ela é a ferramenta mais eficiente de resolução de problemas que já criamos.
A pergunta que fica é: qual é o “peso” que você está carregando nas costas hoje que a IA poderia levar para você?
Se você não aprender a usar essa tecnologia para resolver seus problemas agora, vai ser liderado por quem já aprendeu.



