E aí, pessoal! Pedro Bagattini por aqui.
No AI Festival da StartSe, um dos painéis que mais me animou foi sobre criatividade e IA, com o Ted Verbogola, líder de criatividade e produção do Google. A pergunta é: a IA mata a criatividade ou a turbina? E a resposta que ele trouxe é clara: a IA é sua maior aliada para inovar mais rápido e com mais impacto.
A IA não veio pra te substituir, mas pra turbinar seu potencial. E a real é essa: se você não aprender agora, vai ser liderado por quem já aprendeu.
Vou te mostrar a visão do Google sobre criatividade na era da IA e, o mais importante, como você pode usar essa parceria para inovar no seu dia a dia.

A Revolução Cognitiva: IA Que Amplifica Sua Mente
O Ted Verbogola começou a palestra lembrando que a IA é uma tecnologia de propósito geral (PTG), como o vapor ou a eletricidade. Ela veio para revolucionar nossa capacidade de pensar e imaginar. O Google, desde 2016, já se declara “AI first”, mostrando o quanto essa visão é central. [Conforme falou no dia 16/10, Ted Verbogola]
A IA generativa, como o *Gemini (GMA)*, é o grande motor dessa revolução. Ela não só reconhece padrões, mas cria algo novo: textos, imagens, áudios, vídeos, músicas. O *Nano Banana (Gemini 2.5 Flash Image)*, que já conversamos por aqui, é um exemplo de como o Google está democratizando a criação visual. [Conforme falou no dia 16/10, Ted Verbogola]
Criatividade Não é Sorte, É Processo (e a IA Acelera Ele!)
O Ted trouxe uma sacada que eu defendo muito: a criatividade não é binária, não é só “input” e “output”. Ela está no espaço entre o input e o output, no fluxo da imaginação. E a IA é perfeita para otimizar esse fluxo:
Geração e Teste de Ideias
Geração de Opções: A IA é uma máquina de ideias. Sabe quando você está com um bloqueio criativo? Ela te dá volume de hipóteses criativas para começar.
Testar e Rascunhar: Com a IA, você pode testar essas opções, rascunhar textos, criar imagens. É um ciclo rápido de “ideia > rascunho > feedback > ajuste”.
Debate e Otimização Estratégica
Conversar e Refletir: Use a IA para ter um “crítico” ou um “parceiro de debate”. Ela pode te ajudar a refinar conceitos e pensar em ângulos diferentes.
Audiências Sintéticas: Imagine testar a aceitação de uma ideia em “audiências falsas” criadas por IA, antes de levar para o mercado. Isso reduz o risco e acelera o aprendizado.
A Flo, uma parceira do Google, usou essa metodologia e dobrou suas conversões, além de reduzir custos de aquisição. Eles segmentaram audiências com IA, entregaram peças específicas e testaram para ver o que funcionava melhor. [Conforme falou no dia 16/10, Ted Verbogola]
A IA Que Entende o Que Engaja: O Futuro da Mensagem
No Google, a IA vai além de gerar conteúdo. Ela ajuda a entender o que realmente conecta com o seu público. O Ted deu exemplos claros:
Palavras Chave: A IA identificou que posts com a palavra “oportunidade” aumentavam o engajamento em 8% para um grupo de faculdades, porque simbolizava a chance de emprego.
Imagens e Emoções: Em uma região, “sorrisos exagerados” em imagens reduziam o engajamento, pois parecia “artificial”. Em outra, os mesmos sorrisos aumentavam em 108%, por estarem contextualizados com a alegria de conquistar um sonho. [Conforme falou no dia 16/10, Ted Verbogola]
Isso mostra que a IA não só cria, ela analisa o impacto da sua mensagem em diferentes públicos, permitindo que você refine sua estratégia e crie uma conexão mais profunda.




