Muitos gestores e vendedores estão cometendo um erro silencioso que pode custar caro: estão tratando o ChatGPT e outras IAs generativas como se fossem apenas “telemarketing gourmet”. Eles entram na ferramenta, pedem um “script de vendas matador” e replicam o resultado sem critério.
O resultado? Uma enxurrada de abordagens genéricas, frias e que os clientes já aprenderam a ignorar.
“No Método Bagattini, acreditamos que a venda é arte e ciência. Tratar a IA apenas como um gerador de textos é subutilizar a maior revolução tecnológica da nossa era.”
— Luiz Bagattini
No Método Bagattini, acreditamos que a venda é arte e ciência. Tratar a IA apenas como um gerador de textos é subutilizar a maior revolução tecnológica da nossa era. É como ter uma Ferrari na garagem e usá-la apenas para ouvir rádio.
Por que scripts engessam (e matam) a venda?
O vendedor tradicional, que depende de scripts fixos, é um refém. Se o cliente sai do roteiro, ele trava. No cenário atual, onde a sobrecarga de informação é constante, o cliente percebe em segundos quando está do outro lado de uma “conversa enlatada”.
Scripts engessam porque ignoram a cognição humana. Eles eliminam a empatia, o rapport e, principalmente, o pensamento crítico necessário para ler as entrelinhas.
Quando você usa a IA para gerar um script e o segue à risca, você não está sendo um vendedor; você está sendo um repetidor de dados. E repetidores são facilmente substituíveis.
A armadilha da padronização: O “Vendedor Robô”
O uso mal planejado da IA gera uma perda perigosa de autenticidade. Se dez concorrentes usarem o mesmo prompt para gerar uma abordagem de prospecção, o mercado receberá dez mensagens idênticas.
A IA mal utilizada cria o que chamamos de venda sem alma. Ela padroniza o erro. Se o comando (prompt) for medíocre, o resultado será uma mediocridade em escala. O cliente moderno não quer mais um “discurso”; ele quer uma solução personalizada para a dor dele.
Roteiro Fixo vs. Raciocínio Orientado por IA
Roteiro Fixo
“Se o cliente disser X, responda Y.” (Limitado, sujeito a vieses e previsível).
Raciocínio com IA
Processa dados, analisa o LinkedIn e identifica dores latentes de forma estratégica.
Aqui, a IA atua como seu exocortex, uma extensão do seu cérebro. Ela processa o volume de dados que você levaria horas para analisar, mas a decisão final, a entonação e a construção da confiança continuam sendo suas.
O Humano no Comando
Imagine um avião moderno. O piloto automático (IA) consegue manter a rota, analisar o clima e otimizar o combustível (velocidade e análise de dados). Mas, em uma turbulência ou em um pouso de emergência, é o discernimento humano (pensamento crítico e criatividade) que salva o dia.
Em vendas, a IA é seu copiloto. Ela te entrega o insight, filtra a informação e libera sua carga cognitiva. Você para de gastar energia tentando lembrar “o que falar” e foca toda a sua atenção em ouvir o cliente.
Exemplo Real de Vendas:
Vendedor “Gerador de Scripts”: Pede à IA um e-mail de prospecção. Envia a mesma mensagem para 50 pessoas. Resultado: 0% de conversão e marca queimada.
Vendedor Imbatível (Copiloto): Alimenta a IA com o relatório anual do cliente e pede: “Identifique onde a operação deles está perdendo eficiência”. Com esse insight, ele liga para o tomador de decisão e diz: “Notei que sua margem operacional caiu 4% devido a custos logísticos; tenho uma visão de como a IA pode reverter isso”. Resultado: Atenção imediata e autoridade construída.
Você está usando a IA ou sendo usado por ela?
Antes de sua próxima interação de vendas mediada por IA, faça estas quatro perguntas a si mesmo:
- Este conteúdo tem a minha “digital”? (Consigo identificar minha voz e minha experiência real neste texto ou ele parece um verbete de dicionário?)
- Eu usaria essas palavras em uma conversa de café? (Se soar artificial demais para o “mundo real”, soará artificial para o cliente).
- A IA me trouxe um insight ou apenas um texto? (Busque dados e correlações, não apenas frases bonitas).
- O foco está na dor do cliente ou na funcionalidade do meu produto? (A IA tende a ser descritiva; você deve ser consultivo).
Não deixe que a tecnologia te transforme em um robô. Use-a para ser mais humano. A IA deve ser a alavanca que potencializa sua estratégia, nunca a substituta do seu talento.
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